domingo, 8 de julho de 2012




Existe um número considerável de pessoas que dizem não acreditar na felicidade como algo pleno. Afirmam com frequência: " a felicidade não existe; existe apenas momentos felizes". Em alguma ocasião de sua vida você deve ter dito ou escutado essa afirmação. Sob esse prisma, uma pessoa nunca pessoa nunca é feliz. Ela, tão somente, experimenta ocasiões de gozo, contentamento, prazer e alegria. Mas essas ocasiões por mais duradouras, nunca são permanentes. Desse modo, a felicidade não poderia ser considerada como um estado definitivo do ser. Trata-se, de um conjunto de experiências momentâneas que se opõem à dor, ao sofrimento, à tristeza etc... Mas será que a felicidade seria apenas uma experiência esporádica e fluida no palco da existência ???
                Vejamos, por exemplo, o que acontece com a arte. Para o artista, o contentamento estético não está apenas na conclusão de sua obra, mas também, talvez sobre tudo na sua produção: no tempo e no suor gastos para a construção de um texto, de uma escultura, de um quadro, uma canção... E o extraordinário poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade diz: exatamente isso em um de seus poemas: " Gastei uma hora pensando um verso que a pena não quer escrever (...) mas a poesia desse momento inunda a minha vida inteira. "

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