Existe
um número considerável de pessoas que dizem não acreditar na felicidade como
algo pleno. Afirmam com frequência: " a felicidade não existe; existe
apenas momentos felizes". Em alguma ocasião de sua vida você deve ter dito
ou escutado essa afirmação. Sob esse prisma, uma pessoa nunca pessoa nunca é
feliz. Ela, tão somente, experimenta ocasiões de gozo, contentamento, prazer e
alegria. Mas essas ocasiões por mais duradouras, nunca são permanentes. Desse
modo, a felicidade não poderia ser considerada como um estado definitivo do
ser. Trata-se, de um conjunto de experiências momentâneas que se opõem à dor,
ao sofrimento, à tristeza etc... Mas será que a felicidade seria apenas uma experiência
esporádica e fluida no palco da existência ???
Vejamos, por exemplo, o que
acontece com a arte. Para o artista, o contentamento estético não está apenas
na conclusão de sua obra, mas também, talvez sobre tudo na sua produção: no
tempo e no suor gastos para a construção de um texto, de uma escultura, de um
quadro, uma canção... E o extraordinário poeta mineiro Carlos Drummond de
Andrade diz: exatamente isso em um de seus poemas: " Gastei uma hora
pensando um verso que a pena não quer escrever (...) mas a poesia desse momento
inunda a minha vida inteira. "
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